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Métodos de obtenção do cloreto de sódio


      1- Processo de produção do sal marinho

         O sal é produzido através de um processo contínuo de evaporação da água do mar, que é bombeada com aproximadamente 3,5% de sais totais dos quais ¾ são cloreto de sódio. Para cada tonelada de sal produzida, utiliza­-se aproximadamente 45m³ de água do mar que foi inicialmente bombeada, que vai fluindo pelos diversos evaporadores e paulatinamente aumentando sua concentração de cloreto de sódio. Ao atingir o último evaporador, a salmoura já se encontra maturada e preparada para alimentar os grandes cristalizadores onde, durante os meses de junho a janeiro de cada ano, o sal é precipitado. O sal é colhido mecanicamente ou manualmente, lavado com salmoura saturada e empilhado nas áreas de estocagem, onde aguardará para ser comercializado.

     No início do processo, o sal é obtido através da exploração das águas do mar, quando os rios, que são temporais, enchem-se e misturam-se com a água do mar. Deste encontro ocorre o espraiamento, que então enche as várzeas, deixando nelas porções de água retidas nos tanques "chocadores" ou "cristalizadores".    

     Após alguns dias, acontece a evaporação através do sol e dos ventos, deixando os solos cobertos por camadas da  substância cristalina.

 
(Tanques de Cristalização)

     A limpeza do sal consiste na lavagem do sal bruto ainda na salina, muitas vezes acontecendo uma segunda lavagem para garantir a qualidade do produto. Em seguida, o sal é depositado em uma centrífuga onde é secado e preparado para a moagem.

     O processo de refino constitui uma moagem mais sofisticada, já que o sal é aquecido a 120 graus centígrados, em uma operação conhecida por "torragem". Após este processo, o sal está pronto para ser embalado em sacos plásticos, tornando-se apto para ser comercializado e chegar até o paladar do consumidor.

     No Brasil, o sal de mesa costuma ser iodado para repor a falta de iodo nas populações do interior que sofrem da doença de bócio. O método apresentado acima é uma explicação simples para o processo de obtenção do cloreto de sódio, a partir da água do mar (ou oceanos). 

     Academicamente falando o que ocorre é uma recristalização fracionada, desta forma, a separação é feita segundo uma ordem crescente do produto de solubilidade (kps); assim os primeiros materiais a se cristalizarem (depositarem) são os calcários ou dolomitos, seguidos da gipsita ou anidrita, após esta primeira etapa de cristalização, a água é escoada para um segundo tanque, onde se deposita o sal gema e por último os sais de potássio e magnésio. Estes últimos por serem bastante solúveis raramente são depositados. As soluções residuais geralmente voltam ao mar ou são diluídas.

     O processo  apresentado anteriormente é equivalente para a obtenção do sal sempre que este se apresentar dissolvido, isso inclui o sal dos lagos salgados (Grande lago salgado Utha-USA, e Palmeira dos Índios-AL...) e as salmouras subterrâneas.


      3- Eflorescências do sal nas regiões áridas
 

       As eflorescências dos solos desérticas têm sua origem nas águas freáticas ascendentes, tal é o caso dos pântanos da Estepe dos Kirguises entre o Volga e os Urais, e do grande deserto salgado do Iran.

   


      4- Jazidas de sal Gema


     A formação dos jazimentos esta ligada a determinadas épocas e regiões. Desde o período Cambriano, em todas as épocas há indício da formação de sal.  É suposto para a formação destes jazimentos, além de um clima árido, observa-se existiu uma configuração tectônica favorável no ambiente onde houve a deposição.

     O sal gema é extraído pelo método de lavra por solução e pelo método de lavra subterrânea convencional.

     O método de lavra por solução, consiste na perfuração de poços tubulares com sondas rotativas até a zona minerável. Através dessas perfurações tubulares são levadas ao horizonte de interesse econômico duas a três linhas de tubos com diâmetros compatíveis. No espaço anular, entre as tubulações e o revestimento do poço é circulado óleo. Um dos tubos é utilizado para injeção da água doce e outro para a extração da salmoura resultante da dissolução dos sais. O terceiro tubo para o controle e medidas de fundo do poço. A salmoura obtida por esse processo deixa  em profundidade uma cavidade incipiente. Como a tendência da água injetada é dissolver os sais na direção vertical, utiliza se "solução controlada" para o aproveitamento do sal na direção horizontal, através de fluido menos denso  do que a água, por exemplo, o óleo. Esse fluido flutua na parte superior de cada cavidade, envolvendo seu teto, evitando assim a dissolução dos sais neste local. Dessa maneira, a cavidade, obrigatoriamente, cresce no sentido horizontal. A cavidade deve ser sempre conservada cheia de salmoura, com o objetivo de proteger o teto. Em razão da dissolução lenta dos sais, a produção de salmoura com concentração operacional, exige que a taxa de circulação (injeção/extração) seja  permanentemente mantida sob controle. A grande dificuldade do sistema é fixar o diâmetro crítico da cavidade, da qual depende a ecomicidade  e a segurança do processo.

        Embora não seja  econômica,  no Brasil, a exploração por métodos tradicionais de mineração, há o método de lavra subterrânea convencional, que consiste em ser feito através de câmaras e pilares.  Cada um destes dois métodos (lavra por solução e lavra subterrânea convencional), por sua vez, comporta múltiplas alternativas, às quais dependem, entre outras, das seguintes variáveis: natureza dos minerais; profundidade; disposição estrutural; e espessura das camadas e comportamento mecânico do minério e de suas encaixantes, além das características hidrodinâmicas da seqüência salífera.

        No método de lavra subterrânea convencional, através do sistema de câmaras e pilares é necessário, primeiro, executar a abertura de pelo menos um poço, que consiste numa escavação com o diâmetro de aproximadamente 7 m, e profundidade dependendo da camada. Esse poço permitirá o acesso às camadas de interesse a lavra, dando condições para que a partir dele fossem desenvolvidas galerias aproximadamente horizontais, de onde seria extraído o minério com auxílio de equipamento mecânico.  O poço também daria condições para a movimentação do pessoal, equipamentos e materiais, permitindo por outro lado o acesso à instalação dos com dutos de luz e força e provavelmente refrigeração, além de transporte vertical até a superfície do minério desmontado nas frentes de trabalho. Na escavação do poço as condições hidrodinâmicas dos horizontes a serem atravessados deverão exigir congelamento artificial e posterior revestimento. O dimensionamento das câmaras e pilares,  por outro lado, poderá sofrer a influência da natureza das camadas imediatamente sotopostas ou superpostas em função principalmente do comportamento mecânico das rochas.

            No ano de 1995, o sal-gema, era extraído no Brasil, nos estados da Bahia e de Alagoas.

        Na Polônia, há uma mina de sal, que é explorada desde o século XIII, estando ainda em atividade, a Mina de Sal de Wieliczka, com mais de 300Km de níveis superpostos de túneis e galerias, onde a abundância de sal era tanta que os mineiros esculpiram no mineral, obras de arte com temas religiosos, como é o caso da foto ao lado a Capela de Blessed Kinga.


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A tecnologia de produção brasileira de sal esta entre as melhores e mais eficientes do mundo.
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